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Alguém disse 18

- Estás com coragem?
- Se não tiver coragem aos vinte e dois anos, não vou ter nunca.

Alguém disse 17

- Ainda te vou fazer mais feliz!
- Não dá, depois expludo...
- ...
- ... e tens de encontrar os bocados de mim espalhados pelo chão e colar tudo de novo.
- E eu encontro.

Alguém disse 16

- Era um passarinho que estava a voar num nevão e ficou com as asas congeladas... e caiu no chão sem conseguir voar. Vem uma vaca e caga-lhe em cima. Mas o calor da porcaria da vaca derreteu o gelo, e o passarinho no meio daquilo começou a esgravatar, a conseguir finalmente mexer as asas, e ficou tão feliz que começou a piar, a piar, a piar. De repente, passa uma raposa, ajuda o passarinho a sair da merda e come-o.
- ...
- Moral da história, consegues descobrir?
- Quem te tira da merda nem sempre te quer bem?
- Quem te tira da merda nem sempre te quer bem, quem te põe na merda nem sempre é teu inimigo e quando estiveres feliz... cala-te!
- Muito bom. Viste isso onde?
- Num filme.

Alguém disse 15

- Quando for a tua benção das fitas também vai ser assim, os teus papis vão ficar emocionados...
- Eles e eu, e tu ainda mais, e eu por ti! Acho que vou chorar de felicidade mais por ti do que por mim!
- (...) depois vamos continuar a chorar porque somos desempregadas. Vai ser um choro continuo.
- Que verdade cruel, vamos parar ao Mcdonalds ou à Zara do Colombo again!

Alguém disse 14

- ...e olha que ao pé de ti ninguém está triste. Toda a gente gosta de ti.
- Tu estás tão bêbedo!
- Pois estou, mas gosto muito de ti e sei o que estou a dizer.

Alguém disse 13

- Para esta são dois livros, compro os dois?
- Não vale a pena, nós vamos chumbar de qualquer maneira.
- Hm pois, tens razão.

Alguém disse 12

- Tão já tinhas saudades disto?
- Tinha muitas, mas não há nada como estar perto da família e dos amigos.
- Pois... as pessoas é que fazem os lugares.

Alguém disse 11

- Olha Ana aproveita muito e vive a vida, que isto passa muito depressa...

Alguém disse 10

- ...não sei, é uma forma muito tua.
- Ah não és daqueles que julga que me esqueço das virgulas nos textos?
- Eu sei que não te esqueces.
- ...
- Eu acho que tu sabes muito bem o que andas a fazer.

Alguém disse 09

- Tou no meio de uma aula de inglês, tive a ler o teu último post... pelo menos consigo viajar com o que escreves.

Alguém disse 08

- Porra é que eu fico mesmo bem disposto quando falo contigo.

Alguém disse 07

- Tu adoras mãos não adoras?

Alguém disse 06

- Quanti anni?
- Ventuno anni e lei venti.
- Oh... hanno il mondo!

Alguém disse 05

- Acho que tu és apaixonada por todos os sítios do mundo, consegues sempre ver coisas boas em tudo!

Alguém disse 04

- Mas para isso tens os teus textos do blog que estarão sempre lá, um dia quando fores famosa metem-se em livro.
- Tens muita fé em mim tu...
- Uma de nós vai ter de ser rica.

Alguém disse 03

- E hoje não sei como andava pelo Facebook, vi um post teu e fui espreitar. Obrigado por me teres prendido durante 40 minutos.

Alguém disse 02

- A descrição da tua viagem fez-me pensar que se fosse eu no teu lugar, sentia-me completamente perdido, sem saber o que fazer e para onde me virar. Mas senti também que preciso de experiências dessas na minha vida, e tal como dizias num dos teus textos, andar na rua e fazer o que me apetece, sem ninguém me conhecer! Essa sim deve ser a maior sensação de todas.

Alguém disse

- Estás triste hoje, foi o quê?
- Não é nada.
- Vá oh. Tens o quê?
- Tenho saudades tuas.
- Fodasse, não te metas com essas merdas que eu choro.


(Ah, sobre a nova etiqueta do "diz que disse", eu explico: há uns anos, por brincadeira, enchi um Moleskine com coisas que me diziam. Boas e más, isso não interessa. Tenho coisas bem bonitas, sim, tenho as palavras de incentivo que me disseram quando fiz teatro pela primeira vez; tenho as últimas palavras que o meu avô me disse, no hospital, antes de morrer; tenho as promessas de paixões que nunca chegaram a ser cumpridas... E desde que comecei a fazer isso que sei: há coisas que não posso esquecer. Nunca. Independentemente de amanhã fazerem sentido ou não. Então pronto, é esta a história. Tenho manias parvas, diz-me lá. Talvez amanhã me arrependa e continue a guardar as palavras dos outros só para mim. Mas hoje, apetece-me mostrar-te isto. Sem nomes, porque vem aqui muita gente. Ficas com as palavras, e eu com os nomes. Combinado? Agora vem-me com as tuas conversas bonitas, vem, vem. Não vou meter nenhuma, só para te chatear.)